
“Ela não via a humilhação mas sim o heroísmo, não a perfídia mas sim a paixão, não a lepra mas sim o amor. Tudo estava agora à mostra, as feridas estavam expostas ao ar e finalmente havia a possibilidade de as curar.”
Victoria Hislop in A Ilha

“Ela não via a humilhação mas sim o heroísmo, não a perfídia mas sim a paixão, não a lepra mas sim o amor. Tudo estava agora à mostra, as feridas estavam expostas ao ar e finalmente havia a possibilidade de as curar.”
Victoria Hislop in A Ilha

Victoria Hislop in A Ilha

A sugestão desta semana:
A Ilha
Victoria Hislop
(Civilização)

Um livro que há muito me despertava a curiosidade e que só agora tive oportunidade de ler... Surpreendente e emocionante, uma história de amor, coragem e dedicação numa luta permanente contra a doença mas, sobretudo, contra o preconceito.
Há muito que Alexis anseia saber mais sobre o passado da sua mãe. A oportunidade surge aquando de uma visita à Grécia. Em Creta, Alexis vai passar os melhores dias da sua vida, descobrir não só o passado da sua família, mas sobretudo descobrir e compreender-se a si própria para, assim, poder traçar o seu futuro.
As linhas do seu passado contam uma história marcada e dilacerada pela lepra, doença para a qual no tempo da sua bisavó não havia cura e que os deportava para uma ilha, uma autêntica colónia de leprosos - Spinalonga. Aqui, ao contrário do que seria de esperar, eles levavam uma vida que roçava o normal: tinham todo o tipo de actividades comerciais ou culturais, apaixonavam-se e viviam intensas relações de amizade, eram felizes.
Uma história surpreendente de amor, paixão, entrega e força para viver e vencer. Uma luta até ao fim e uma lição de vida. Recomendo!
“saíram do hospital para o sol brilhante do meio da tarde. À volta deles, as pessoas iam à sua vida, sem prestarem atenção aos dois indivíduos que ali estavam. A vida de todos aqueles que andavam de um lado para o outro continuava na mesma, tal como estava quando se tinham levantado de manhã. Isto era apenas outro dia vulgar. Maria invejava as tarefas triviais da rotina dos outros, que em poucos dias ela iria perder. No espaço de uma hora, a vida dela e a do seu pai tinha-se alterado totalmente. Eles tinham chegado ao hospital com um bocadinho de esperança e tinham saído absolutamente sem nenhuma.”
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"O que é que eles podiam dizer? Como é que eles podiam reagir? Não se podiam tocar, apesar de o desejarem desesperadamente. Em vez disso, disseram apenas os nomes um do outro. Eram palavras que eles tinham pronunciado um milhar de vezes antes, mas hoje as suas sílabas soavam como ruídos sem significado."
Victoria Hislop in A Ilha